Sistemas agroflorestais agroecológicos têm múltiplas funcionalidades

Equipe trabalha SAFs biodiversos com diferentes funções: produção de hortaliças e frutíferas, plantas medicinais e espécies para a criação racional de abelhas sem ferrão.

Pesquisadores da equipe de agroecologia da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) têm desenvolvido estudos, vivências e práticas sobre sistemas agroflorestais (SAFs) agroecológicos, tanto no Sítio Agroecológico da Embrapa Meio Ambiente, quanto em lotes de agricultores familiares de assentamentos de reforma agrária.
Esta equipe organizou, durante 2018, diversas oficinas e cursos práticos de vivência em agrofloresta.

Em um destes eventos, realizado em julho de 2018 – o V Curso-Vivência no Assentamento Sepé Tiaraju, em Serra Azul, SP, foram organizadas formações teóricas, atividades práticas e rodas de conversas, como por exemplo, com representantes de cooperativas, agricultores e estudantes, que facilitou a troca de experiências sobre as estratégias de comercialização, processamento, organização, além de potenciais alternativas para os problemas enfrentados. “Procuramos propiciar a integração e um balanço parcial para melhorias ao longo da vivência, e em especial, preparar pequenos mutirões agroflorestais simultâneos, com estímulo para que outros agricultores do assentamento também participassem”, explicou o pesquisador Luiz Octávio Ramos Filho.


Nesses encontros, estimula-se que todos proponham temas e organizem momentos de conversa, oficinas e formações de interesse das famílias e participantes, com base nas temáticas sugeridas. Os viventes planejam, com a família, o trabalho a ser feito durante a semana. Partindo do desejo da família, estabelecem um diálogo horizontal e ao final, cada grupo apresenta o que conseguiram realizar, as dificuldades e aprendizados, com fotos do “antes e depois” de todo processo.


Conforme a bióloga Laryssa Morichita, da Universidade Estadual de Campinas, estagiária na Embrapa Meio Ambiente, durante esse Curso-Vivência de julho foi possível a imersão no cotidiano dos agricultores, o manejo dos SAFs, aumentando ainda mais a troca de informações. “O ambiente e as conversas construtivas são importantes também para as gerações mais jovens, geralmente filhos dos agricultores, pois os incentiva a continuar ocupando e produzindo na terra, ganhando cada vez mais confiança e consciência do lugar que habitam, mantendo a constante transformação do ambiente”, acredita.


Para Vitor dos Santos, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), foi ótima a ideia de mesclar os participantes da Vivência nos diferentes mutirões que ocorreram simultaneamente, o que possibilita conhecer uma maior diversidade de SAFs, com mais trocas de experiências.
“Com essa experiência, pode-se ter noção do que é viver em um assentamento, conhecendo um pouco da realidade das pessoas e levando consigo estes conhecimentos que não existem em livros”, acredita Maria Eugênia Mercadante, estudante de Agroecologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).


“Foram 7 dias de aprendizados e trocas de conhecimentos, cada pessoa compartilhando aquilo que sabia. Sabedorias que iam desde como se podar uma bananeira a como cozinhar em um fogão a lenha. A realidade rural nesse assentamento é uma verdadeira arte de adaptar-se, e isso se mostra também nos sistemas agroflorestais cultivados ali. Em cada lote que passei vi SAFs com diferentes características, desenhos e tipos de manejo”, diz Lucas Peters, estudante de Geografia da Unicamp.

A vivência também se mostrou importante para os agricultores, que receberam uma força tarefa para o manejo de seus SAFs e puderam visualizar novas técnicas de cultivo. Parte da juventude do assentamento auxiliou no preparo e organização, mostrando potencial para melhorar suas condições de vida.

O agricultor Elenito Hemes trabalha com SAFs desde 1998, mas já procurava informações desde 1988. Começou de forma independente, hoje tem 98 espécies catalogadas em 30 famílias botânicas. Acredita que atualmente tem ainda mais espécies que nasceram espontaneamente. Os carros-chefes são variados, com muita biodiversidade, em módulos (parcelas) adensados de 225 m2. Ele vive 100% da sua agrofloresta. Fez planejamento da sua produção, que processa e vende. Trabalha principalmente com banana, mandioca e frutas. Faz farinhas, frutas desidratadas, doces, geleias e até polvilho.

O importante para ele nesse percurso foram as parcerias, trabalhar com outros agricultores e fazer intercâmbio para conhecer experiências, tirar parâmetros. Todos os envolvidos, instituições e assentados foram conhecendo o sistema e aprendendo juntos: “O que alavancou muito, na minha opinião, foi a elaboração de uma cartilha, na época em parceria com o Mutirão Agroflorestal, Embrapa e o Incra. Avançamos em conhecimento de forma coletiva, e em viagens para conhecer outras propriedades. Melhorei minha renda. Tenho sempre a possibilidade de escolher produtos para processar e vender. Recebo mais de 600 pessoas por ano e faço parcerias, para venda em consignação, inclusive para programas governamentais, além de participar de feiras”, diz Hemes.

Hilda Canille trabalha com SAFs desde 2014. Atualmente seu carro-chefe é a banana, que vende quase toda a produção. Essa vivência trouxe bons resultados para ela. “Fizemos cobertura em todo o sítio. A troca de experiências com outros produtores é o que tem de melhor. Nós não podemos mais ficar sem isso. Com a parceria da Embrapa melhorou tudo para mim. Sem a Embrapa, já teria voltado a pé para a minha terra. Aprendemos, conseguimos máquinas, esterco, mudas e esquematizamos tudo, até levando em conta plantar ou não a favor do sol. Somos 80 famílias e a Embrapa, junto com a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, apostou em nós. E quando alguém aposta em nós, isso motiva muito”.

Além desse Curso-Vivência, equipe também organizou vários dias de campo. Um deles em agosto de 2018, sobre SAFs biodiversos com implantação de canteiros de hortaliças, na Embrapa Meio Ambiente, que além do preparo e implantação de diferentes canteiros de hortaliças, apresentou os diferentes sistemas agroflorestais existentes, pesquisas realizadas e resultados, além de demonstrações de diferentes técnicas de manejo de biomassa de sorgo e margaridão, montagem de pilha de compostagem, explica o pesquisador Joel de Queiroga.

Em outro dia de campo sobre SAFs, a ênfase foi demonstrar o seu potencial na recuperação de áreas degradadas para a Equipe do Departamento técnico-científico da Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), de Campinas, SP. Além de conhecer diferentes tipos de SAFs, a equipe conheceu também experimento de restauração de cobertura florestal que avalia diferentes manejos adotados em Áreas de Preservação Permanente, tecnologias adotadas para conservação e restauração de solos, como curvas de nível, barraginha e o uso de adubos verdes.

“A Fundação José Pedro de Oliveira é responsável pela gestão e planejamento da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata Santa Genebra, visando recuperar a área de amortecimento da ARIE, procurou conhecer as técnicas de recuperação implantadas na área experimental do Sítio Agroecológico da Embrapa Meio Ambiente”, explica Kátia Sampaio Malagoli Braga.

Outro encontro, atmbém em 2018, abordou a instalação e manejo de sistemas de irrigação de baixo custo para SAFs, no Assentamento Sepé Tiaraju, em parceria com Cooperagrosepé, Cooperecos e Associação Fraterra. Nesse dia, buscou-se capacitar as famílias dos agricultores assentados em instalar e manejar kits de irrigação por gotejamento. “A irrigação e o seu bom uso são fundamentais para garantir o desenvolvimento e a boa produção econômica dos carros-chefe de médio e longo prazo dos SAFs, como árvores frutíferas, café, banana, além de reduzir as perdas de mudas e permitir introduzir cultivos de ciclo curto com maior valor agregado, como hortaliças, tomate cereja, entre outros”, explica Luiz Octávio.

Em junho de 2018 a equipe realizou também mais uma oficina do projeto “Sistematização participativa de experiências e intercâmbio de conhecimentos em sistemas agroflorestais voltados à agricultura familiar em regiões da Mata Atlântica no sul e sudeste do Brasil (SEISAF)”. Projeto que conta com a parceria das Unidades da Embrapa Agrobiologia, Florestas e Clima Temperado, além de Universidades, Secretarias estaduais de Meio Ambiente e Instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Nesta oficina foram apresentados os resultados da primeira etapa do projeto, que caracterizou as experiências pesquisadas nos diferentes estados, identificou os principais gargalos enfrentados pelos agricultores familiares na implantação e no manejo de SAFs, bem como identificou potenciais alternativas para contornar estes gargalos. De acordo com Joel Queiroga, “a oficina cumpriu seus objetivos de maneira bastante satisfatória e com base nestes resultados, partimos para a segunda etapa do projeto que fará a descrição detalhada e a análise crítica destas alternativas, para então serem divulgadas para os agricultores e técnicos que consolidaram uma Rede de Agrofloresta ao longo do projeto”.
O ano de 2018 foi encerrado com mais um dia de campo na Embrapa, em 20 de dezembro, sobre Implantação e manejo de SAF Agroecológico. Em parcela de SAF iniciada pela equipe no Sitio Agroecológico em janeiro de 2018, foi implantada uma nova linha de caráter experimental, visando comparar o uso de eucalipto e mutambo como espécies emergentes para poda, intercaladas com “carros chefe” de frutíferas como citrus, banana e manga. Ao longo da atividade foram abordados os aspectos práticos e conceituais sobre desenho, estratificação, plantio e manejo, com a participação dos especialistas Rodrigo Junqueira Barbosa de Campos e Denise Amador Bitencourt, do Mutirão Agroflorestal e Fazenda São Luiz. Também foram discutidos os aspectos relativos ao microbioma, interações benéficas entre microrganismos-planta-solo e potenciais benefícios dos SAFs biodiversos para a saúde do solo, com palestra do pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente.

Equipe trabalha SAFs biodiversos com diferentes funções: produção de hortaliças e frutíferas, plantas medicinais e espécies para a criação racional de abelhas sem ferrão.

Pesquisadores da equipe de agroecologia da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) têm desenvolvido estudos, vivências e práticas sobre sistemas agroflorestais (SAFs) agroecológicos, tanto no Sítio Agroecológico da Embrapa Meio Ambiente, quanto em lotes de agricultores familiares de assentamentos de reforma agrária.

Esta equipe organizou, durante 2018, diversas oficinas e cursos práticos de vivência em agrofloresta. Em um destes eventos, realizado em julho de 2018 – o V Curso-Vivência no Assentamento Sepé Tiaraju, em Serra Azul, SP, foram organizadas formações teóricas, atividades práticas e rodas de conversas, como por exemplo, com representantes de cooperativas, agricultores e estudantes, que facilitou a troca de experiências sobre as estratégias de comercialização, processamento, organização, além de potenciais alternativas para os problemas enfrentados. “Procuramos propiciar a integração e um balanço parcial para melhorias ao longo da vivência, e em especial, preparar pequenos mutirões agroflorestais simultâneos, com estímulo para que outros agricultores do assentamento também participassem”, explicou o pesquisador Luiz Octávio Ramos Filho.

Nesses encontros, estimula-se que todos proponham temas e organizem momentos de conversa, oficinas e formações de interesse das famílias e participantes, com base nas temáticas sugeridas. Os viventes planejam, com a família, o trabalho a ser feito durante a semana. Partindo do desejo da família, estabelecem um diálogo horizontal e ao final, cada grupo apresenta o que conseguiram realizar, as dificuldades e aprendizados, com fotos do “antes e depois” de todo processo.

Conforme a bióloga Laryssa Morichita, da Universidade Estadual de Campinas, estagiária na Embrapa Meio Ambiente, durante esse Curso-Vivência de julho foi possível a imersão no cotidiano dos agricultores, o manejo dos SAFs, aumentando ainda mais a troca de informações. “O ambiente e as conversas construtivas são importantes também para as gerações mais jovens, geralmente filhos dos agricultores, pois os incentiva a continuar ocupando e produzindo na terra, ganhando cada vez mais confiança e consciência do lugar que habitam, mantendo a constante transformação do ambiente”, acredita.

Para Vitor dos Santos, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), foi ótima a ideia de mesclar os participantes da Vivência nos diferentes mutirões que ocorreram simultaneamente, o que possibilita conhecer uma maior diversidade de SAFs, com mais trocas de experiências.
“Com essa experiência, pode-se ter noção do que é viver em um assentamento, conhecendo um pouco da realidade das pessoas e levando consigo estes conhecimentos que não existem em livros”, acredita Maria Eugênia Mercadante, estudante de Agroecologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

“Foram 7 dias de aprendizados e trocas de conhecimentos, cada pessoa compartilhando aquilo que sabia. Sabedorias que iam desde como se podar uma bananeira a como cozinhar em um fogão a lenha. A realidade rural nesse assentamento é uma verdadeira arte de adaptar-se, e isso se mostra também nos sistemas agroflorestais cultivados ali. Em cada lote que passei vi SAFs com diferentes características, desenhos e tipos de manejo”, diz Lucas Peters, estudante de Geografia da Unicamp.

A vivência também se mostrou importante para os agricultores, que receberam uma força tarefa para o manejo de seus SAFs e puderam visualizar novas técnicas de cultivo. Parte da juventude do assentamento auxiliou no preparo e organização, mostrando potencial para melhorar suas condições de vida.

O agricultor Elenito Hemes trabalha com SAFs desde 1998, mas já procurava informações desde 1988. Começou de forma independente, hoje tem 98 espécies catalogadas em 30 famílias botânicas. Acredita que atualmente tem ainda mais espécies que nasceram espontaneamente. Os carros-chefes são variados, com muita biodiversidade, em módulos (parcelas) adensados de 225 m2. Ele vive 100% da sua agrofloresta. Fez planejamento da sua produção, que processa e vende. Trabalha principalmente com banana, mandioca e frutas. Faz farinhas, frutas desidratadas, doces, geleias e até polvilho.

O importante para ele nesse percurso foram as parcerias, trabalhar com outros agricultores e fazer intercâmbio para conhecer experiências, tirar parâmetros. Todos os envolvidos, instituições e assentados foram conhecendo o sistema e aprendendo juntos: “O que alavancou muito, na minha opinião, foi a elaboração de uma cartilha, na época em parceria com o Mutirão Agroflorestal, Embrapa e o Incra. Avançamos em conhecimento de forma coletiva, e em viagens para conhecer outras propriedades. Melhorei minha renda. Tenho sempre a possibilidade de escolher produtos para processar e vender. Recebo mais de 600 pessoas por ano e faço parcerias, para venda em consignação, inclusive para programas governamentais, além de participar de feiras”, diz Hemes.

Hilda Canille trabalha com SAFs desde 2014. Atualmente seu carro-chefe é a banana, que vende quase toda a produção. Essa vivência trouxe bons resultados para ela. “Fizemos cobertura em todo o sítio. A troca de experiências com outros produtores é o que tem de melhor. Nós não podemos mais ficar sem isso. Com a parceria da Embrapa melhorou tudo para mim. Sem a Embrapa, já teria voltado a pé para a minha terra. Aprendemos, conseguimos máquinas, esterco, mudas e esquematizamos tudo, até levando em conta plantar ou não a favor do sol. Somos 80 famílias e a Embrapa, junto com a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, apostou em nós. E quando alguém aposta em nós, isso motiva muito”.

Além desse Curso-Vivência, equipe também organizou vários dias de campo. Um deles em agosto de 2018, sobre SAFs biodiversos com implantação de canteiros de hortaliças, na Embrapa Meio Ambiente, que além do preparo e implantação de diferentes canteiros de hortaliças, apresentou os diferentes sistemas agroflorestais existentes, pesquisas realizadas e resultados, além de demonstrações de diferentes técnicas de manejo de biomassa de sorgo e margaridão, montagem de pilha de compostagem, exlica o pesquisador Joel de Queiroga.

Em outro dia de campo sobre SAFs, a ênfase foi demonstrar o seu potencial na recuperação de áreas degradadas para a Equipe do Departamento técnico-científico da Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), de Campinas, SP. Além de conhecer diferentes tipos de SAFs, a equipe conheceu também experimento de restauração de cobertura florestal que avalia diferentes manejos adotados em Áreas de Preservação Permanente, tecnologias adotadas para conservação e restauração de solos, como curvas de nível, barraginha e o uso de adubos verdes.

“A Fundação José Pedro de Oliveira é responsável pela gestão e planejamento da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata Santa Genebra, visando recuperar a área de amortecimento da ARIE, procurou conhecer as técnicas de recuperação implantadas na área experimental do Sítio Agroecológico da Embrapa Meio Ambiente”, explica Kátia Sampaio Malagoli Braga.

Outro encontro, atmbém em 2018, abordou a instalação e manejo de sistemas de irrigação de baixo custo para SAFs, no Assentamento Sepé Tiaraju, em parceria com Cooperagrosepé, Cooperecos e Associação Fraterra. Nesse dia, buscou-se capacitar as famílias dos agricultores assentados em instalar e manejar kits de irrigação por gotejamento. “A irrigação e o seu bom uso são fundamentais para garantir o desenvolvimento e a boa produção econômica dos carros-chefe de médio e longo prazo dos SAFs, como árvores frutíferas, café, banana, além de reduzir as perdas de mudas e permitir introduzir cultivos de ciclo curto com maior valor agregado, como hortaliças, tomate cereja, entre outros”, explica Luiz Octávio.

Em junho de 2018 a equipe realizou também mais uma oficina do projeto “Sistematização participativa de experiências e intercâmbio de conhecimentos em sistemas agroflorestais voltados à agricultura familiar em regiões da Mata Atlântica no sul e sudeste do Brasil (SEISAF)”. Projeto que conta com a parceria das Unidades da Embrapa Agrobiologia, Florestas e Clima Temperado, além de Universidades, Secretarias estaduais de Meio Ambiente e Instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Nesta oficina foram apresentados os resultados da primeira etapa do projeto, que caracterizou as experiências pesquisadas nos diferentes estados, identificou os principais gargalos enfrentados pelos agricultores familiares na implantação e no manejo de SAFs, bem como identificou potenciais alternativas para contornar estes gargalos. De acordo com Joel Queiroga, “a oficina cumpriu seus objetivos de maneira bastante satisfatória e com base nestes resultados, partimos para a segunda etapa do projeto que fará a descrição detalhada e a análise crítica destas alternativas, para então serem divulgadas para os agricultores e técnicos que consolidaram uma Rede de Agrofloresta ao longo do projeto”.

O ano de 2018 foi encerrado com mais um dia de campo na Embrapa, em 20 de dezembro, sobre Implantação e manejo de SAF Agroecológico. Em parcela de SAF iniciada pela equipe no Sitio Agroecológico em janeiro de 2018, foi implantada uma nova linha de caráter experimental, visando comparar o uso de eucalipto e mutambo como espécies emergentes para poda, intercaladas com “carros chefe” de frutíferas como citrus, banana e manga. Ao longo da atividade foram abordados os aspectos práticos e conceituais sobre desenho, estratificação, plantio e manejo, com a participação dos especialistas Rodrigo Junqueira Barbosa de Campos e Denise Amador Bitencourt, do Mutirão Agroflorestal e Fazenda São Luiz. Também foram discutidos os aspectos relativos ao microbioma, interações benéficas entre microrganismos-planta-solo e potenciais benefícios dos SAFs biodiversos para a saúde do solo, com palestra do pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente.

Fonte: Embrapa

Alexandre Zart

Alexandre Zart ケミカル エンジニア

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.